terça-feira, 13 de julho de 2010

Todos nós usamos máscaras

Como dizia Fernando Pessoa “(...) Na vasta colônia do nosso ser, há gente de muitas espécies, pensando e sentindo diferentemente”.
Hoje, um pouco mais experiente e ciente dos acontecimentos do mundo e da atual sociedade na qual vivo, pude observar que erramos gravemente ao tentar rotular as pessoas que nos cercam.
É decepcionante quando passamos a enxergar um pouco mais do que nossos olhos estavam acostumados a ver.
Ao longo da nossa vida, para cada situação que vivenciamos, nunca agimos da mesma forma. Assumimos diferentes papéis, interpretamos diversas personagens, e fazemos da nossa vida um teatro.
É por nossa natureza humana, que nos seres humanos usamos máscaras o tempo inteiro. E é também pela sociedade, que nos permiti e nos exige comportamentos diferentes.
Todos nós somos pessoas multifacetadas: ruins e boas, pacíficas e agressivas etc. Como os dois lados de uma mesma moeda, não existe somente um meio termo. Somos muitos em um só corpo. Somos semelhantes a corruptos, traficantes, adúlteros, ladrões, assassinos, psicopatas etc. Possuímos os mesmos defeitos, e mesmo que não os expressemos, estamos condicionados a ele. Como mencionara, certa vez, um velho índio ao descrever seus conflitos internos:

“Dentro de mim existem dois lobos, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom.
Os dois estão sempre brigando.”
E quando, então, lhe perguntaram qual dos lobos ganharia a briga,
o sábio índio parou, refletiu e respondeu:
“Aquele que eu alimento”

Portanto, por que não deixamos de lado as hipocrisias e tiramos as nossas máscaras?
Ao invés de nos precipitarmos com falsos julgamentos, podemos permitir que as próprias pessoas mostrem-nos quem elas realmente são. E por que também não alimentarmos o nosso lobo bom?
A não ser, é claro, que desejemos ser, eternamente, camaleões, sempre nos adaptando às futuras situações, ou seja, mascarando-nos.

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